Liderado pelo percursionista Gabi Guedes, Pradarrum mescla jazz, afro-beat e ritmos do candomblé em apresentação no Pelourinho

Feira de Empreendimentos Negros SolidáriosLiderado pelo excepcional percursionista baiano Gabi Guedes, festejado internacionalmente pelo seu talento, o grupo musical Pradarrum, que mescla ritmos tradicionais do candomblé com instrumentos de jazz e batidas de afro-beat, será uma das atrações principais da terceira edição da Feira de Empreendimentos Negros Solidários.

O evento está agendado para acontecer nos dias 8 e 9 de setembro (sábado e domingo), das 10h às 20h, na Praça Pastores da Noite, no Pelourinho (Centro Histórico de Salvador), e também contará com shows da cantora Rebeca Tárique, das bandas A Mistura e Pagoleiros, do rapper Xapore MC, do cantor Bié Nó e dos djs Branco e Nai Sena.

 

O grupo de dança Corpos Negros em Movimento também está na programação, que ainda terá espaço para um bate-papo literário com Mana Bella, Jovina Souza, Vânia Melo e Ana Fátima, além de uma batalha de rimas com o grupo Rap Cultura.

Vestuário, acessórios, música, dança, teatro, gastronomia, espaço para crianças e muitas outras atrações também integrarão os dois dias da feira. A iniciativa, idealizada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e financiada pelo Edital Bahia Década Afrodescendente, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), tem o objetivo de apresentar para o público produtos de economia solidária idealizados por empreendedores negros.

Além de comercializar seus produtos em barracas estilizadas, os empreendedores também expõem as obras para turistas e baianos na Loja Colaborativa do CEN, localizada no casarão número 25 da Rua das Laranjeiras, no Pelourinho. O espaço de comercialização funciona diariamente, das 9h às 18h, no andar térreo do mesmo prédio, onde fica sede do CEN.

PROJETO – Financiado pela Sepromi, a Feira de Empreendimentos Negros Solidários tem apoio da Rede Bahia, da empresas Threeng Criativa e Hora Brito Arquitetura, da incubadora de projetos Salvador Meu Amor, da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão da Secretaria da Cultura da Bahia (Secult-BA).

A iniciativa é destinada prioritariamente a jovens e mulheres, grupos representam 76% e 52% dos empreendimentos selecionados, respectivamente. Durante o período do projeto, eles passam workshops sobre temas relativos aos três eixos da Década Estadual de Afrodescendentes e sobre empreendedorismo e administração, com formação técnica para que cada micro-produtor leve à frente seus negócios.

As Feiras de Empreendimentos Negros Solidários foram pensadas respeitando as tradições afro-brasileiras, sem perder de vista o olhar transgeracional e o recorte de gênero e raça que são exigidos para se debruçar sobre a sociedade brasileira.

A reunião de elementos culturais, estéticos, urbanísticos, ancestrais e tradicionais sinaliza o quão rica é a cultura negra do Brasil e o quanto de dedicação e investimentos são necessários para diminuir o abismo das desigualdades raciais do País.

Esta proposta ganha ainda mais relevância socioeconômica a partir do momento que alinha uma estratégia de combate à pobreza, pautada nos princípios da economia solidária, com as políticas de gênero, de juventude, de promoção da igualdade racial e de desenvolvimento sustentável, contemplando negros, jovens, comunidades tradicionais e mulheres negras.

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