Romance histórico tem diáspora negra como cenário

Alzira está mortaA antropóloga e escritora baiana Goli Guerreiro estreia na ficção com o romance Alzira está morta publicado pelo Selo João Ubaldo Ribeiro.

No próximo dia 18 de março (sexta-feira) Goli Guerreiro pós-doutora em antropologia e em letras pela UFBA, lança seu primeiro romance Alzira está morta – ficção histórica no mundo negro do Atlântico, na Katuka Africanidades, Praça da Sé, nº 1, a partir das 18 horas. O livro foi selecionado para compor a primeira Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro criado pela Fundação Gregório de Mattos.

“Não haveria sorte maior para um romance de estreia. Veja só! Receber um prêmio que leva o nome do grande João Ubaldo Ribeiro”, comemora Goli. Ambientado no século 20, Alzira está morta é um romance histórico em forma de biografia de uma personagem inventada – a soteropolitana Alzira Rocha (1911-1988). Seu cotidiano está pautado nos universos da tecelagem, das escritas e da fotografia africanas e seus desdobramentos na diáspora negra. A biografia de Alzira se passa no Brasil (em Salvador), na Nigéria, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

É um romance cosmopolita ancorado nas ideias de deslocamento e trocas culturais entre mundos negros. Apresenta traçados urbanos, fatos e personagens em cidades americanas, europeias e africanas. Seus encontros com personagens reais e fictícios dão conta de importantes acontecimentos do século 20, cobrindo um período de quase 80 anos, revelando uma parte da história cultural de algumas cidades atlânticas.

“Alzira é uma mulher sedutora e misteriosa. Espero que as pessoas se apaixonem por ela como eu me apaixonei”, diz Goli. É uma personagem tão forte que a coleção de moda que ela criou no romance, inspirada nas escritas africanas, saltou da ficção para a realidade e deu origem a Coleção Alfabeto Infinito criada pela escritora em parceria com a Katuka Africanidades.

Formato: O livro de 215 páginas tem 3 atos e cada capítulo traz uma breve contextualização histórica do lugar onde se passa. A iconografia é composta de 30 imagens primorosas: ilustrações, fotografias, desenho, pintura. Com este romance a autora fecha a trilogia das diásporas. Os dois primeiros volumes Terceira diáspora – o Porto da Bahia e Terror e aventuraTráfico de africanos e cotidiano na Bahia foram lançados pela Editora Corrupio em 2010 e 2012.

Sobre a trilogia
Escrita em diferentes tipos de narrativas como Blog (impresso) / Ensaio antropológico/ Ficção histórica, compõe uma história cultural da Cidade da Bahia no contexto da diáspora atlântica.

Terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. Potencializado pela globalização pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. Uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros pelo mundo atlântico.

Sobre a autora
Goli Guerreiro é doutora e pós-doutora em antropologia e em letras pela Ufba. Edita o blog www.terceiradiaspora.blogspot.com. Baiana de Salvador, é viajante e fotógrafa amadora, registra cenas do cotidiano em cidades atlânticas sobre as quais escreve e realiza mostras audiovisuais.

É autora de A trama dos tambores – a música afro-pop de Salvador. São Paulo, Editora 34, 2000, 2ª edição em 2010. Atualmente é curadora do Acervo fotográfico da Editora Corrupio.


SERVIÇO
:
Lançamento do livro Alzira está morta – Ficção histórica no mundo negro do Atlântico. 215 páginas, ilustrado.
Quando: 18 de março (sexta-feira) das 18 às 2
2 horas (bate papo com a autora 20h30)
Onde: Katuka Africanidades. Praça da Sé , n. 1Quanto: 45 reais

CONTATO:

Goli Guerreiro

Telefones: (71) 3264-6201 / (71) 99977-1080

goliguerreiro@gmail.com

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