“In-Edit~Brasil 2013” em salvador

Selecionado pelo Edital Regional Bahia do Programa Natura Musical, o Festival Internacional do Documentário Musical será realizado na capital baiana, entre os dias 16 a 23 de maio

O IN-EDIT~BRASIL – Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece de 16 a 23 de maio, na Saladearte Cinema do Museu e Palacete das Artes, em Salvador, traz uma seleção de mais de 30 filmes inéditos no circuito comercial na programação de 2013.

Apresentado pelo programa Natura Musical, o festival desembarca na cidade pelo terceiro ano consecutivo trazendo o melhor do documentário musical nacional e internacional. Nessa edição,  o evento irá homenagear o diretor inglês Dick Fontaine. A Petrobras, mais uma vez, renova sua parceria e também patrocina essa edição do festival.

Com quase 50 anos de atividade como diretor, produtor e professor, Dick Fontaine é um dos documentaristas mais prolíficos e mais respeitados em atividade no mundo. Foi o primeiro produtor a abrir espaço na TV para um grupo de novatos chamados The Beatles; introduziu o documentário direto para as massas; fomentou a popularização do Jazz na Europa; deu voz ao Hip Hop desde seus primórdios e hoje, como professor, ajuda a formar alguns dos mais promissores documentaristas da Grã Bretanha.

O diretor vem a Salvador para apresentar o filme de abertura, “Beat This! A Hip Hop History”, no dia 16/05, às 21h, na Saladearte Cinema do Museu e ministrar uma Master Class no dia 17/05, às 19h, no Palacete das Artes.

No Panorama Mundial, um dos destaques é o grande vencedor do Oscar 2013, “Searching for Sugar Man”, de Malik Bendjelloul, inédito em Salvador. No início da década de 1970, em Detroit, Jesus “Sixto” Rodriguez grava dois álbuns com uma mistura de poesia, política e folk com a atitude e a força do rock e, logo depois desaparece da cena musical. Uma história que conquistou o mundo.

Outros destaques do festival são “Neil Young: Journeys”, em que o aclamado Jonathan Demme volta a filmar seu amigo Neil Young no mítico Massey Hall, em Toronto;  o mais completo relato de uma das mais reconhecidas e festejadas bandas do Hip Hop: A Tribe Called Quest em “Beats, Rhymes and Life: The Travels of A Tribe Called Quest; uma homenagem do diretor Julien Temple ao festival Glastonbury em “Glastopia”; a vida de James Murphy  na semana que antecede o concerto monumental de despedida do LCD Soundsystem no Madison Square Garden, em “Shut Up and Play the Hits”, entre outros documentários internacionais.

Já no Panorama Brasileiro, o festival apresenta os documentários musicais mais relevantes da atualidade. Personagens e histórias de diferentes cantos que mostram na prática a famosa imensidão de diversidades que é o Brasil.

Na programação, “Jards”, de Eryk Rocha, que mostra Jards Macalé em seu momento mais íntimo e visceral: a gravação de um álbum, feito em comemoração aos seus 70 anos; a música dos anos 80 representada pela dupla André Abujamra e Maurício Pereira em “Música Serve Para Isso: Uma Historia Dos Mulheres Negras”, de Bel Bechara e Sandro Serpa;  “A Batalha do Passinho”, do diretor Emílio Domingos, que entra na pista para dissecar os passos que criaram esse fenômeno;  e a história do gaiteiro que teve de superar uma doença que tirou parte de sua mobilidade aos 17 anos, em “Um Filme para Dirceu”, de Ana Johann.

Outros títulos confirmam que o documentário musical brasileiro nunca para de inovar em sua linguagem. Os 80 anos de uma das maiores escolas de samba do país no filme “Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas”, de Fernando Capuano; a turnê de Renato Borghetti pela Europa em “Renato Borghetti Quarteto – Europa”, de Rene Goya Filho; as histórias lendárias do Bar Liberdade, em Pelotas, no filme “O Liberdade”, de Rafael Andreazza e Cíntia Lainge; os paralelos entre o Brasil e Cuba parecem ser infinitos em “Pernamcubanos”, de  Nilton Pereira; A banda Gangrena Gasosa, que inventou o Saravá-Metal na década de 90 e coleciona histórias como brigas com skinheads, punks feministas, atropelamentos por trem, integrantes com HIV e muito mais no filme “Desagradável”, de Fernando Rick.

As sessões que compõem o Curta Um Som mantêm sua tradição de revelar boas surpresas.

Veja abaixo a lista de filmes e sinopses:

ABERTURA

Abertura do festival acontece no dia 16 de maio, às 21h, na Saladearte Cinema do Museu com a exibição do filme”Beat This! A Hip Hop History”, de Dick Fontaine. O filme mostra as origens do Hip-Hop em todas as suas vertentes. O Bronx nos anos 70, com os pioneiríssimos Kool DJ Herc, Afrika Bambaataa, Zulu Nation entre tantos outros. O VHS deste filme circulou tanto pelos lares ingleses que acabou contribuindo para a disseminação do Rap no Reino Unido. O diretor vem a Salvador especialmente para apresentar o filme.

Após a sessão haverá uma apresentação com o DJ MAURO TELEFUNKSOUL. Pesquisa e inovação. Estas são as grandes duas marcas presentes no trabalho do DJ que desde 1992 se dedica à atividade de djing. Acostumado a grandes públicos nas maiores festas e casas de música eletrônica do país e tendo tocado ao lado de importantes nomes da cena nacional e internacional. Recentemente ganhou o Qualifiquer  da Redull Thre3style(Campeonato Mundial de Djs) etapa Campinas, sendo classificado para a final Nacional em Porto Alegre. Tornando-se um representante da RedBul Thre3style em shows cases pelo país. Telefunksoul  tocará também no dia 18/05, apresentando um set especial para o evento.

PANORAMA BRASILEIRO

A Batalha do Passinho, de Emílio Domingos (Brasil, 73′, 2013)

“Passinho Foda”. Você já viu esse filme no Youtube. E, se não viu, deveria. Gravado com uma câmera fotográfica digital por Beiçola e seus amigos em um churrasco no quintal da casa, o vídeo mostrava uma nova forma de dançar funk. Em menos de uma semana, tinha virado febre na internet. Até que atingiu 4 milhões de acessos. No documentário A Batalha do Passinho, o diretor Emílio Domingos entra na pista para dissecar os passos que criaram esse fenômeno. E descobre como a cultura ao redor do mundo funk se expandiu para além dos bailes, DJs e favelas.

Jards, de Eryk Rocha (Brasil, 93′, 2012)

Neste filme surpreendente e autêntico como o próprio protagonista, Eryk Rocha entra sem pedir licença para ver de perto o processo criativo de Jards Macalé. O resultado desta curiosidade é um documentário-poesia de grande intensidade. As lentes capturam Jards Macalé em seu momento mais íntimo e visceral: a gravação de um álbum, feito em comemoração aos seus 70 anos.

Música Serve Para Isso: Uma História dos Mulheres Negras, de Bel Bechara e Sandro Serpa (Brasil, 92′, 2013)

Na metade da década de 1980, a cidade de São Paulo foi tomada de assalto – e com muito bom humor – pela terceira menor Big Band do mundo: Os Mulheres Negras. Suas armas: chapéus-coco de palha, sobretudos, uma guitarra, um sax e um milhão de ideias loucas. A dupla, formada por André Abujamra e Maurício Pereira, se conheceu em um curso de percussão africana. Tudo era tão improvável e inusitado que o grupo rompeu todos os moldes da cultura pop rock para dar vida a um dos projetos mais criativos que o Brasil já viu até hoje.

Um Filme para Dirceu, de Ana Johann (Brasil, 80′, 2012)

Este documentário nos apresenta Dirceu Cieslinski, um gaiteiro de origem humilde. Um músico que teve de superar uma doença que tirou parte de sua mobilidade aos 17 anos de idade.

O Liberdade, de Rafael Andreazza e Cíntia Lainge (Brasil, 71′, 2011)

Inaugurado há 37 anos, o Bar Liberdade, no centro de Pelotas, traz desde o início uma característica marcante. “De dia é um restaurante popular, em frente às paradas de ônibus que chegam da zona rural. À noite dá lugar ao Grupo Avendano Júnior, que toca choros e sambas”, explica Rafael Andreazza.

Pernamcubanos, de Nilton Pereira (Brasil/Cuba, 76′,2012)

Mais que o clima. Mais que o suingue. Mais que a latinidade. Os paralelos entre o Brasil e Cuba parecem ser infinitos. Este é um documentário sobre as identidades culturais destes dois mundos, com ênfase na música e nas religiões de matriz africana em Cuba e Pernambuco, vistas pelos olhares de duas artistas. O filme registra o Festival del Caribe, realizado anualmente em Santiago de Cuba e cuja trigésima edição homenageou Pernambuco, que teve sua diversidade cultural representada por uma delegação de mais de 150 artistas.

Renato Borghetti Quarteto – Europa, de Rene Goya Filho (Brasil, 96′, 2012)

Quando um gaúcho sai do Rio Grande, ele fica ainda mais gaúcho. Se é que isso é possível, diz Renato Borghetti. Para provar, ele embarca em uma turnê pela Europa em que apresenta sua gaita de 8 baixos que, de tão gaúcha, chega a ser universal.Este documentário acompanha Renato Borghetti em uma jornada pelo velho continente em que ele apresenta a música de seu quarteto (que é formado com amigos do peito e não simples músicos) e mostra as pesquisas feitas sobre o instrumento que o acompanha em todos os cantos.

Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas, de Fernando Capuano (Brasil, 100′, 2011)

Quem já sambou na terra da garoa sabe. A história da Vai-Vai se mistura com a história de São Paulo. E se converte em um dos pontos fundamentais para entender a maior cidade do Brasil. Como São Paulo, ela foi formada por italianos e negros, em uma harmonia que segue o ritmo dos tamborins. Este é um documentário sobre a Escola de Samba que faz seus ensaios na rua, em uma festa com a participação de todos. A Vai-Vai não tem quadra até hoje, e não quer. Ela já está no coração de todos dessa cidade.

Desagradável, de Fernando Rick (Brasil, 120′, 2013)
A banda Gangrena Gasosa inventou o Saravá-Metal na década de 1990. Uma maneira de incluir a cultura brasileira no Heavy Metal? Uma busca de evoluir musicalmente? Um desafio na criação artística? Nada disso. A questão aqui é botar medo e lambuzar a plateia com elementos de macumba. Tudo isso com um único objetivo: ser desagradável. Com uma banda que foi criada para abrir um show dos Ratos de Porão, Zé Pelintra, Omolu, Exu Caveira, Exu Capa Preta, Exu Tranca Rua, Exu Mirim e Pombagira são os integrantes que pegaram seus personagens emprestados da Umbanda. Quanto mais estranhos e perturbadores para quem assiste, melhor. A banda coleciona histórias: brigas com skinheads, com punks feministas, atropelamentos por trem, integrantes com HIV… O que é real e o que é mito fabricado para aumentar ainda mais a infâmia do Gangrena? O diretor Fernando Rick já havia mostrado seu olhar sobre o Punk quando dirigiu Guidable, verdadeira história dos Ratos de Porão. Em Desagradável ele vai além. Saravá!

Panorama Brasileiro: Curta um Som
A programação do Curta um Som traz intervenções musicais no intervalo de cada sessão. No dia 18/05, a apresentação fica por conta do Dj Telefunfsoul e no dia 19/05 a banda  de coreto Status, a partir das 15h, com entrada gratuita. Veja a programação abaixo:

CURTA UM SOM 1:

Batalha: A Guerra Do Vinil

Rafael Terpins (Brasil, 15′, 2007)

Animação que narra a batalha das cabines entre a estrela DJ Black Jamantha e o DJ Air.

Crisálida

Thiago Brito e Rafael Saar (Brasil, 19′, 2012)

Tetê Espindola convida Hermeto Pascoal para gravar uma faixa de seu disco.

Dom Salvador – Endless Soul

Lilka Hara, Artur Ratton e David Feinberg (Brasil, 14′, 2013)

Um dos maiores músicos brasileiros de relembra sua carreira de mais de 5 décadas.

O Sonho De Rodolpho

Bárbara Umbra, Barbara Radwanska e Cristina Ceballos (Cuba, 8′, 2013)

Rodolpho é um cubano cego, com um rosto todo deformado. E autor de canções tocantes.

CURTA UM SOM 2:
A Nossa Banda: Um Século De Música Na Praça

Alexandre Macedo, Janaína Welle e João Correia Filho (Brasil, 17′, 2012)
A vida da banda de coreto de Leme, em São Paulo, e de seus ilustres componentes.
Boi Fantasma
Rogério Nunes e José Silveira (Brasil, 15’30”, 2012)

Para contar o Boi-Bumbá, este filme combina projeções e depoimentos e recria histórias.

Eu Sou O Coração Do Carnaval
Gabriel de Paulo, Jairo Neto, Marcel Rocha e Ricardo Devecz (Brasil, 25′, 2013)
As lendas, tradições, alegrias e tragédias do carnaval de São Luiz do Paraitinga.

PANORAMA MUNDIAL

Docs Internacionais

Beats, Rhymes and Life: The Travels of A Tribe Called Quest, de Michael Rapaport (EUA, 93′, 2011)

Mais do que um documentário sobre Rap: tudo que esperamos em um documentário sobre uma banda. Este é o mais completo relato (sim, a história completa mesmo!) de uma das mais reconhecidas e festejadas bandas do Hip Hop: A Tribe Called Quest.

El Médico – The Cubaton Story, de Daniel Fridell (Cuba e Suécia, 83′, 2011)

Esta é a história do cubano Raynier Casamayor Griñán, médico de formação na avançadíssima escola de Cuba, mas cujo sonho é na verdade ser um autêntico astro do Reggaeton. Influenciado pelo produtor e cantor Michel Miglis, um sueco que sabe o poder da sensualidade, ele grava uma música. E seu clipe chega ao topo das paradas europeias. Porém para poder excursionar em turnê, ele precisa da autorização de sua família para mudar o registro de sua profissão e então conseguir o visto para sair da ilha. Só que sua mãe é firme em sua posição: “Meu filho é um médico.”

Glastopia, de Julien Temple (Reino Unido, 76′, 2012)

Existem dois festivais de Glastonbury. Um que todo mundo conhece: com as maiores estrelas do Pop fazendo seus shows num palco abaixo de uma pirâmide para uma plateia de centenas de milhares de pessoas letárgicas pelo frio. E existe o outro. Subindo a colina, Glastonbury se transforma em algo muito além desta visão inocente e industrializada. Aqui começa um novo território, uma república utópica e independente do mundo, vivendo sobre diferentes códigos sociais.

Gozaran: Time Passing, de Frank Scheffer (Países Baixos, 90′, 2012)

Depois de passar 30 anos em Viena, o Maestro Nader Mashayekhi volta a Teerã, sua cidade natal, para realizar um sonho: fundar una orquestra de música clássica ocidental no Irã.

Grandma Lo-Fi: The Basement Tapes of Sigrídur Níelsdóttir, de Kristín Björk Kristjánsdóttir, Orri Jonsson e Ingibjörg Birgisdóttir (Islândia, 62′, 2011)

Dona de uma personalidade calma, carinhosa e espiritualmente elevada, esta é uma vovó com o verdadeiro espírito Do It Yourself. Aos 70 anos, a islandesa Sigrídur Níelsdóttir decidiu tocar piano. Conseguiu um Casio antigo e testou todos seus botões. Gostou tanto do resultado que começou gravar. Com a delicadeza e a paciência que caracterizam as vovós, ela foi a fundo no conceito “gravando no porão de casa” e produziu diversos CDs que foram se espalhando entre seus familiares, amigos e vizinhos.

Jason Beker: Not Dead Yet, de Jesse Vile (Reino Unido e EUA, 87′, 2012)

Nos anos 80, o nome de Jason Becker surgiu no cenário da música como um dos guitarristas mais promissores do Heavy Rock. Ele estudava virtuoses como Paganini quando, ao lado de Marty Friedman, conquistou o reconhecimento liderando o Cacophony, banda de Symphony Metal. Um gênio em ascensão, seu trabalho logo recebeu elogios nos cinco continentes. Porém, em 1990, na turnê em que acompanhava David Lee Roth, Jason percebeu que seu corpo não estava bem. Começava a se manifestar a doença de Lou Gehrig, conhecida como ALS (esclerose lateral amiotrófica).

Lawrence of Belgravia, de Paul Kelly (Reino Unido, 87′, 2011)

Seu nome é Lawrence. Nem do sobrenome “Hayward” se tem certeza se é real, mas ele nunca fez questão de ter um. Para este artista membro das bandas Demin e Felt, o simples nome “Lawrence” se tornaria imortalizado quando ele se tornasse um popstar. Mas não um popstar qualquer. Um misto de hedonismo e estilo esbanjador dos anos 80. Uma daquelas imagens do astro com jatinho privado e limusine em todos os momentos para evitar o contato com as pessoas no transporte público. Só que isto nunca aconteceu.

Neil Young: Journeys, de Jonathan Demme (EUA, 87′, 2011)

O aclamado Jonathan Demme volta a filmar seu amigo Neil Young. “Neil Young: Journeys” fecha uma trilogia de documentários que inclui “Neil Young: Heart of Gold” e “Neil Young Trunk Show”. O destaque desta vez é o cenário: eles visitam a cidade em que o astro do folk passou sua infância, Omemee, em Ontario. Além disso, o espectador acompanha as duas noites do show solo do cantor no mítico Massey Hall em Toronto.

Punk in Africa, de Keith Jones e Deon Maas (África do Sul, República Tcheca, Zimbabwe e Moçambique, 82′, 2011)

De tempos em tempos, a história se repete. E nem sempre no mesmo continente. Assim podemos apresentar a história do movimento punk na África. Muitos elementos são familiares. A inspiração vinda de NY e Londres de 76 a 77. Os (hoje clássicos) hinos de Ramones, Sex Pistols, The Clash e outros grupos. A difícil aceitação na sociedade, tanto pelas roupas quanto pela música. As brigas, as drogas, as “traições”, as new-waves. Tudo isso, só que agora no lar do Apartheid.

Searching for Sugar Man, de Malik Bendjelloul (Suécia e Reino Unido, 86′, 2012)

O resgate de um artista esquecido. Embora muitos filmes se proponham a esta nobre e desafiante tarefa, poucos alcançam sucesso. E quase nenhum nas proporções épicas de “Searching for Sugar Man”. Tudo começa no início da década de 1970, em Detroit. Jesus “Sixto” Rodriguez grava dois álbuns de uma mistura da poesia e da política do folk com a atitude e a força do Rock. E então desaparece. Ninguém nunca mais soube dele. O que ninguém esperava nessa história é que, talvez por consequência de alguma batida de asas de uma borboleta, ele tivesse virado um astro na África do Sul. Suas músicas chegaram topo das paradas. O nome de Rodriguez é elevado ao patamar de lendas como Elvis, Beatles e Rolling Stones e comparado a Bob Dylan.

A milhares quilômetros de Detroit, seu desaparecimento é um mistério para todos. Lendas indo desde sua morte a histórias ainda mis escabrosas surgem. Entra então em cena Malik Bendjelloul, diretor decidido a caçar este personagem até o fim do mundo. O resultado desta busca rende o seu primeiro longa metragem. Essa história foi mostrada nos principais Festivais de música do mundo e acabou conquistando até o Oscar de Melhor Documentário em 2013.

Shut Up and Play the Hits, de Dylan Southern e Will Lovelace (Reino Unido, 108′, 2011)
Uma morte planejada. A última valsa de James Murphy, o mais improvável rockstar da história: maduro, calmo, culto, com o semblante de um crítico musical para alguma revista e dificilmente inclinado a fazer papel de bobo em nome de sucesso ou fama. “Eu já tinha uma vida antes disso tudo”. Neste filme, acompanhamos a vida de James na semana que antecede o concerto monumental de despedida do LCD Soundsystem no Madison Square Garden.

The Punk Syndrome, de Jukka Kärkkäinen e Jani-Petteri Passi (Finlândia, Noruega e Suécia, 85′,2012)

Esta história parece ficção e fica ainda mais envolvente por ser realidade. Dentro de um manicômio na Finlândia, quatro doentes mentais com diagnósticos nada simples (passando por autismo e síndrome de Down) decidem que são os parceiros ideais em um projeto: formar um banda de Punk Rock.Variando entre acordes de brigas, ensaios, discussões e muitos cafés, esta banda nada convencional é retratada em seu cotidiano de ir ao estúdio, compor as músicas, ensaiá-las e voltar para casa.

The Swell Season, de Nick August-Perna, Chris Dapkins e Carlo Mirabella-Davis (EUA, República Tcheca e Irlanda, 91′, 2011)

Com o filme “Once”, vencedor de dois Oscars, o mundo todo conheceu a história que aconteceu além das telas entre o irlandês Glen Hansard e a pianista tcheca Markéta Irglová. Um romance entre artistas de diferentes idades e nacionalidades mas apaixonados pela mesma arte: a música. Eles formam um duo, o Swell Season, e caem na estrada. Neste filme você acompanha o que vem a seguir.

Turning, de Charles Atlas (Dinamarca e EUA, 79′, 2012)
Em 2006, a banda Antony and the Johnsons se junta à lenda da videoarte Charles Atlas e treze transexuais para a criação de algo grande e transcendente. Esse é o nascimento do internacionalmente aclamado show “Turning”, que trazia o trabalho do álbum “I Am A Bird Now”. O processo de construção e revelação desta experiência que aborda os temas de identidade,  transformação e sensibilidade é revelado neste documentário. Esse é um filme em que se pode perceber todos os elementos que fizeram de Charles Atlas um dos nomes mais conceituados e unânimes das últimas décadas em diferentes cenários: teatro, museu, cinema e televisão.

Zuloak, de Fermín Muguruza (Espanha, 99′, 2012)
“Se Andy Warhol moldou a Velvet Underground, eu também posso produzir minha própria banda” proclamou a multifacetada artista basca Arrate Rodríguez poucos anos atrás. Ela não estava falando da boca pra fora.Desde criança uma afixada por música, Arrate sempre teve o sonho de montar um projeto em que ela escolheria desde as músicas ao estilo da banda. Só não pisaria nos palcos. Nasce assim a Zuloak, uma banda unicamente formada por mulheres que se tornou um dos nomes de peso do Rock do País Basco.

PANORAMA MUNDIAL

Homenagem Dick Fontaine
Com quase 50 anos de atividade como diretor, produtor e professor, Dick Fontaine é um dos documentaristas mais prolíficos e mais respeitados em atividade no mundo. Seu interesse por documentar novas formas de expressão originou uma filmografia de alta voltagem estética e documental, que muitos consideram revolucionária.

Fontaine tem uma história que se mistura com a própria história da cultura Pop. Criou novas linguagens cinematográficas para o registro musical; foi o primeiro produtor a abrir espaço na TV para um grupo de novatos chamados The Beatles; introduziu o documentário direto para as massas; fomentou a popularização do Jazz na Europa; deu voz ao Hip Hop desde seus primórdios e hoje, como professor, ajuda a formar alguns dos mais promissores documentaristas da Grã Bretanha.

Nesta homenagem a Dick Fontaine, o IN-EDIT~BRASIL exibe alguns de seus trabalhos musicais mais representativos. Aqui estão seus intrépidos curtas-metragens dos anos 60, de gosto experimental; seus célebres retratos de grandes lendas do Jazz, como Betty Carter e Art Blakey e seu olhar sobre o nascimento da cultura Hip Hop na América.

FILMES:
Abertura do Festival – Quinta-Feira – 16 de maio, às 21h, na Saladearte Cinema do Museu

Exibição do filme “Beat This! A Hip Hop History” (59 minutos) – com a apresentação do diretor + Apresentação do DJ Mauro Telefunksoul.

MASTER CLASS – Sexta-feira, 17 de maio, às 19h, no Palacete das Artes
Dick Fontaine – que também é diretor do departamento de documentário na National Film and Television School (NFTS), em Beaconsfield, Inglaterra – fala a profissionais da área, estudantes de cinema e ao público em geral sobre sua trajetória de cinco décadas como documentarista e os desafios artísticos e profissionais na era da transmídia. ENTRADA GRATUITA.

HOMENAGEM DICK FONTAINE – Sábado, 18 de maio, às 21h, na Saladearte Cinema do Museu. Sessão dupla, apresentada pelo diretor

BETTY CARTER: NEW ALL THE TIME  +  ART BLAKEY: THE JAZZ MESSENGER

SERVIÇO

IN-EDIT~BRASIL 2013 – Salvador (BA)

De 16 a 23 de maio

Ingressos:
R$ 10 (inteira) e R$5 (meia) – na Saladearte – Cinema do Museu
Entrada Gratuita em toda programação no Palacete das Artes

Salas:
Saladearte – Cinema do Museu
Avenida 7 de Setembro 2195, Corredor da Vitória.

Palacete das Artes
Rua da Graça, 284

www.in-edit-brasil.com

Patrocínio Master: NATURA
Evento selecionado pelo Edital Regional Bahia 2012 do Programa Natura Musical

Patrocínio: Petrobras
Realização: InBrasil Cultural e Hasta La Luna Iniciativas Culturais

SOBRE O PROGRAMA NATURA MUSICAL
É o Programa de apoio à música brasileira da Natura, que atua por meio de diferentes frentes, como os Editais Públicos, que visam selecionar projetos de diferentes formatos e estágios da produção cultural por meio das Leis Rouanet e do Audiovisual em todo o Brasil, e da Lei do ICMS em Minas Gerais, Bahia e no Pará; a Seleção Direta, que contempla propostas adequadas ao conceito do programa e de grande relevância e inovação, sem a obrigatoriedade das leis de incentivo; e os Festivais. Lançado em 2005, o Programa beneficiou projetos de diferentes estágios e processos da música brasileira patrocinando mais de 200 projetos em todas as edições de edital público e seleção direta. Ao todo, 18 estados das cinco regiões do Brasil foram contemplados e quase 800 mil pessoas beneficiadas. Saiba mais no portal www.naturamusical.com.br ou nas redes sociais do programa no Facebook, Twitter e Youtube.

SOBRE A NATURA
Fundada em 1969, a Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta no Brasil, com uma receita líquida anual superior a R$ 6,3 bilhões.  A companhia conta com quase 7 mil colaboradores, que atuam nas operações do Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e França. A paixão pelas relações fez a companhia adotar a venda direta como modelo de negócios e atualmente reúne mais de 1,573 milhão de consultoras, que disseminam a proposta de valor da empresa aos consumidores. A Natura acredita na inovação como um dos pilares para o alcance de um modelo de desenvolvimento sustentável. No ano passado, destinou R$ 158,9 milhões em inovação e lançou 104 itens. Este investimento fez com que a empresa atingisse um índice de inovação, percentual da receita proveniente de produtos lançados nos últimos dois anos, de 67,2%. Por conta da atuação consistente ao longo de anos num comportamento empresarial alinhado com a sustentabilidade, a Natura foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, como a segunda empresa mais sustentável do mundo – e primeira do hemisfério sul – no ranking Global 100, da organização canadense Corporate Knights.

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