Ministro da Defesa busca solução para o Quilombo Rio dos Macacos

Na manhã desta terça-feira (24/04) a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados – CDHM se reuniu com o Ministro da Defesa, Celso Amorim. Estiveram presentes na reunião o presidente da comissão Domingos Dutra, o chefe do gabinete Claudinei Fernandes, representando o deputado federal Amauri Teixeira (PT/BA), o deputado Luiz Alberto (PT/BA) e o assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoíno.

O encontro tinha como objetivo tratar do conflito pela posse da terra entre a Marinha do Brasil e a Comunidade Remanescente de Quilombo Rio dos Macacos no Estado da Bahia.


Durante a reunião, o ministro Celso Amorim se mostrou disposto a solucionar a questão buscando uma melhor solução para o impasse. A proposta oferecida pelo governo é que os moradores do local sejam transferidos para uma área situada há cerca de 1km de distância da atualmente ocupada, com moradias, que serão construídas pelo governo federal, através do Minha Casa Minha Vida, saneamento básico e escola para que os moradores possam ter acesso à educação.

“Estamos buscando uma solução razoável para que essas pessoas fiquem melhor atendidas, com moradias dignas e saneamento básico, condições que não possuem”, afirmou Amorim.

O deputado Amauri Teixeira reconheceu o esforço do governo federal, no entanto chamou atenção a alguns pontos. “Apesar de reconhecer a posição mais equilibrada do governo e condizente com o que prega a nossa presidenta Dilma insistimos num maior cuidado por parte do governo. A terra é fundamental para a valorização e manutenção da cultura dos quilombolas, então o ideal é que continuem onde estão”, defendeu Teixeira.

 

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1 Comment

  • Nádia Responder

    Não é a Comunidade que tem que sair da sua casa, Senhores. Isso seria uma afronta à sua identidade étnica… enorme desrespeito para com todos nós que vivemos num Estado de Direito e nos vemos aviltados pelo desrespeito do próprio Estado às nossas leis e à nossa lei maior que é a Constiução Federal – será que aceitaremos seguir sendo tratados segundo dois pesos e duas medidas? “Será que será que será que será…”?

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