UNFPA e CRIOLA promovem atividade de formação sobre gênero, raça e controle social de políticas públicas de saúde das mulheres

Com o intuito de contribuir no aprimoramento do exercício de controle social de políticas públicas de saúde das mulheres, numa perspectiva de gênero, raça e geração, cerca de 35 integrantes de redes e organizações de diversos locais do Brasil, que já trabalham com as temáticas, participarão no período de 26 a 31 de março da atividade de   formação “Interseccionalidades de raça, gênero e geração nas Políticas e no Orçamento Público, com foco na saúde das mulheres negras”, promovida em Brasília pelo UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, por meio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia.


A atividade, realizada em parceria com a ONG Criola, ocorre no mês em que o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher e o Dia da Eliminação da Discriminação Racial, respectivamente 8 e 21 de março, e tem como objetivo subsidiar lideranças na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas utilizando o Plano Plurianual (PPA ) como instrumento  de controle social e, ao mesmo tempo, mobilizar a sociedade para a defesa do direito à saúde das mulheres e de seus direitos reprodutivos.

“Com atividades como esta, desenhadas numa perspectiva de direitos humanos, gênero, raça e geração ,pretendemos estimular a interação entre as lideranças adultas e jovens do movimento de mulheres negras, movimento feminista, de pessoas vivendo com HIV /aids e do movimento negro que atuam em defesa dos direitos das mulheres, com atenção especial para o direito à saúde sexual e reprodutiva. As organizações e redes indicaram participantes porque a idéia é que essas pessoas compartilhem as informações e as lições aprendidas com seus pares, com os demais membros dos coletivos onde atuam”, explica Fernanda Lopes, Oficial de Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do UNFPA.

Por meio de exposições dialogadas, exercícios em grupo e outras metodologias participativas, o público fará um resgate de sua experiência de ativismo no contexto das grandes conquistas por direitos – conferê ncias mundiais, Constituição brasileira, criação do Sistema Único de Saúde, instituição da Política Nacional de Saúde Integral das Mulheres, instituição da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, conferências de saúde, promoção da igualdade racial, política para as mulheres, juventude, além de receber orientações estratégicas sobre como comunicar para a defesa do direito à saúde das mulheres, com foco na saúde sexual e reprodutiva e na redução das mortes maternas. Ainda será feito um panorama sobre a história e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua funcionalidade como política de Estado para todas e todos.

As e os participantes também estarão em contato com os princípios fundamentais do orçamento público e da gestão por resultados orientada por princípios de Direitos Humanos. Terão acesso a informações qualificadas sobre p lanejamento e Plano Plurianual (PPA) , Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e seus mecanismos para promoção da igualdade.

Redes e organizações
Estarão presentes no evento membros das organizações: Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, Fórum Nacional de Mulheres Negras, Comissão estadual de enfrentamento à violência sexual mulheres, GYCA, RNAJVHA – Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, Rede Nacional de Negras e Negros LGBT, Articulação Negras Jovens Feministas, Arco Íris, Movimento de moradia para mães solteiras, CEAFRO, Odara – Instituto da Mulher Negra, Associação Cultural de Mulheres Negras, Rede Lai Lai Apejo: População Negra e Aids, Unegro, Nação Hip Hop Brasil, União da Juventude Socialista, Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, Rede de Comunidade Saudável, Núcleo de Jovens de Criola em Magé, Fórum Nacional de Juventude Negra, Fórum de Ações Afirmativas, Movimento de Juventude Negra, Nepaids , Ashoka, Movimento Nacional das Cidadas Posithivas, Rede Mulheres Negras do Paraná, Rede Nacional Afro-Atitudes, Sapatá – Rede Nacional de Promoção e Controle Social das Lésbicas Negras, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Coletivo Pretas Candangas e Rede Feminista de Saúde.

 

Por Midiã Santana

 

 

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