Lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, em Salvador

“Aqui neste convés, o nosso colega Marcelino recebeu 250 chibatadas, e nós fomos obrigados a assistir a esse espetáculo degradante. O baiano ainda se encontra recolhido ao seu beliche, com muitas dores e febre, mas devemos estar preparados para isso. (…) Custe o que custar, mesmo tendo que matar milhares de pessoas e deixar em ruínas a nossa capital, Marcelino Rodrigues Menezes será o último marinheiro chicoteado em um navio brasileiro”, trecho de João Cândido, o Almirante Negro.

No dia 26 de agosto de 2011 (sexta-feira) acontece o lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista, poeta e escritor gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, na sede do Bloco Afro Ilê Aiyê, na Senzala do Barro Preto, Curuzu, na Liberdade, em Salvador, às 19h. A Roda de Diálogo terá a participação da jornalista Céres Santos do CEAFRO, programa do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da UFBa.


A obra aborda a trajetória do Almirante Negro sob o comando da Revolta da Chibata, no dia 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro, o extraordinário acontecimento político e social. O livro teve sua primeira edição lançada em 1984. Em 2010, a convite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em cumprimento da lei 11.645/08, foi reeditado, atualizado e revisado com intuito de ser distribuído gratuitamente nas escolas da rede municipal para discutir sobre o tema com alunos e professores da comunidade escolar, e assim conhecer melhor a sua história.

João Cândido nasceu em 1880, filho de cidadãos ainda escravizados, em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, e morreu em 1969. O Almirante Negro, como ficou conhecido, foi o homem capaz de liderar uma revolta que sacudiu as bases da estrutura reacionária e ainda escravagista do Brasil. A literatura, através deste livro, tem como foco o resgate histórico, social e antropológico, sendo de suma importância para a vida social e pessoal, pois estimulam a formação integral do indivíduo, tornando-o capaz de criticar o mundo que o cerca.

A iniciativa, que conta com o apoio do Ilê Aiyê, da SEPROMI (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia) e do Sincotelba (Sindicato dos Trabalhadores em Correios da Bahia), é uma realização da empresa Oxente, Tchê! Comunicação e Marketing.

Sobre o Autor
Paulo Ricardo de Moraes, jornalista, escritor e poeta gaúcho, mais conhecido como baiano junto à comunidade negra. Trabalhou em diversos veículos da área de comunicação no estado do Rio Grande do Sul, como os jornais Zero Hora, Correio do Povo, e as rádios Guaíba, Pampa e Farroupilha. Atualmente trabalha na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Alegre.

Em poesia publicou Negro Três Vezes Negro, com Jaime Silva e Ronald Tutuca e O Garçom e o Cliente, com Paulo Naval, além de EUNUCO, individual. Participou de várias coletâneas de contos nos Cadernos Negros de São Paulo. Em teatro escreveu a peça Carnaval, já lida publicamente.

João Cândido, biografia pela Editora Tchê e uma segunda versão deste livro publicada pela Secretaria Municipal da Cultura.

Na área audiovisual, dirigiu o vídeo Da Colônia Africana à Cidade Negra, que participou das mostras competitivas dos festivais de Salvador, Vitória, Cuiabá, e Havana (Cuba) e roteirizou os curtas metragens A Um Gole da Eternidade, Chic e Choc e O Velho e Bar.

Contato do autor
Telefone: (51) 92674857
E-mail: prbaiano@hotmail.com

 

Serviço
O quê: Lançamento do Livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista gaúcho Paulo Ricardo de Moraes.
Quando: 26 de agosto de 2011, às 19h.
Onde: Senzala do Barro Preto/Curuzu, na Liberdade – sede do bloco afro Ilê Aiyê.
Entrada Franca mediante apresentação do convite que pode ser retirado no Ilê Aiyê.
Mais informações: (71) 8127-7035 / (71) 9194-6927

camila4p@hotmail.com

 

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2 Comments

  • ione santana de oliveira Responder

    Foi muito doloroso a vida dos nossos antepassados e hoje ainda continuamos tomando chibatada. em diversas formas ex. o racismo, desemprego, violência policial, educação sem pespe-quitivas de humanização o sujeito.

    Tudo isso nós sabemos o porquê simplesmente somos negros que com o nosso suor sustentamos toda essa elite que nós massacram pois conserteza se não é a classe operaria os mesmos morriam de fome.

    Ione santana

  • arlete lourdes (assoc ogban) Responder

    è muito importante o conhecimento de fatos historicos como este, em que um almirante negro tenha se rebelado contra um sistema de opressão e feito historia, ouvir falar é uma coisa, termos os fatos registrados é outra coisa.
    Geralmente quando o protaconista é um heroi negro, não há muito interesse em pesquisar, e escrever livros para o conhecimento dos fatos. Esperamos com ansiedade este livro, e que retrate o máximo de realidade, e que sirva para perpetuar e homenagear a imagemem de João Candido, junto a juventude atual, e que mostre aos aos nossos jovens que tivemos e temos herois negros, assim como inventores, cientistas, e muitas figuras do bem, que lutam e lutaram pela humanidade e progresso, é so divulgar.

    Arlete de lourdes Isidoro (ogban)

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