Cine Kurumin – Mostra e Oficinas

Expandir os horizontes e formar novos olhares para o cinema baiano e brasileiro a partir da sua interação com a cultura indígena e a da inserção em territórios marcados por tradições, lutas e diversidades – é neste caminho de troca e interação que o Cine Kurumin Mostra e Oficinas de Realização Audiovisual e Edição de vídeo em Software Livre, percorre as aldeias indígenas Tupinambá, Pataxó e Tumbalalá, entre 28 de janeiro e 22 de fevereiro de 2011.

A curadoria dos filmes é voltada para a exibição de produções do cinema baiano e nacional, focada no público infanto-juvenil das aldeias. O Cine Kurumin privilegia, em sua programação, além das produções de realizadores baianos, a interação com inciativas públicas de circulação de conteúdo audiovisual. Tem destaque, na curadoria, o filme Trampolim do Forte, do diretor baiano João Rodrigo Mattos, que acaba de ser lançado em Salvador; o documentário de Eryc Rocha, Pachamama, sobre as questões indígenas na América Latina.


A
lém das animações, com o longa francês Kirikou e a Feiticeira e outros títulos interessantes como Pajerama, Boi Aruá e Miúda e o guarda-chuva.

As mostras e oficinas do Cine Kurumin começam no Litoral Sul da Bahia na Aldeia Tupinambá (28 de janeiro a 01 de fevereiro), seguem para o Extremo Sul, na Aldeia Pataxó (05 a 09 de fevereiro), finalizando a sua primeira edição na Aldeia Tumbalalá (18 a 22 de fevereiro), às margens do Rio São Francisco, no norte do Estado. Ao todo serão 15 dias de exibições de filmes e oficinas de audiovisual com a produção de um vídeo em cada aldeia, de norte a sul da Bahia.

Apresentando um diálogo criativo e interativo entre comunidades indígenas e a experiência audiovisual, o cinema, a arte e a ancestralidade, o Cine Kurumin, realiza um diálogo entre a apropriação crítica e criativa do audiovisual, a autonomia dos povos indígenas e busca garantir o acesso aos bens culturais e artísticos com pouca ou nenhuma circulação nessas comunidades. Quando esta interação torna-se possível a troca mostra-se rica no diálogo entre realidades e maneiras de conhecer o mundo.

A percepção da tecnologia no cotidiano das populações das comunidades indígenas, são diversas e, muitas vezes, contrárias à perspectiva histórica e cultural que vem sendo, de alguma forma, naturalizada como parte da vida social, sem um questionamento da forma de interação, do entendimento de como funcionam e de que papel cumprem nas relações sociais.

Para os povos indígenas, há sempre a necessidade de articular o presente e o passado e buscar explicações a partir de sua história e de seu universo simbólico. O Cine Kurumin, dialoga com esse universo a partir do audiovisual e do estímulo criativo á produção audiovisual.

C u r a d o r i a
“Curadoria: a arte de selecionar…recorte de um todo. Uma troca de experiências. Aquele que escolhe, que seleciona, com aqueles que veem, interagem e deixam-se levar pela transcendência do espírito, da elevação da alma em encontro com as artes e suas manifestações.

O que dizer… o que selecionar… quando o diálogo que se quer manter, nesse caso, é com o Povo Índio do interior da Bahia? Procurei, nessa curadoria, valorizar um encontro das três aldeias indígenas – Tupinambá, Tumbalalá e Pataxó – com o que há de mais recente da produção cinematográfica baiana e que, de alguma forma, dialoga com a juventude brasileira.

Não esqueçamos que o projeto Cine Kurumin é voltado para as crianças e jovens dessas Aldeias. E, portanto, os filmes selecionados tem, por obrigação, buscar um diálogo com esse público.

Esse foi nosso, digamos, principal desafio. Desafio que está atrelado a uma missão como cineasta e ativista político-cultural do audiovisual baiano: o de ajudar a promover diálogos entre a cinematografia realizada na Bahia com os mais diversos públicos do mundo. Essa é a dimensão que desejo aos nossos – baianos – filmes: o Mundo. E o mundo, para o Brasil, começou nas aldeias indígenas da Bahia.

Torna-se então, um privilégio programar esses filmes para um público muito especial, como são os índios do interior baiano. Que essa Mostra promova o acesso, o diálogo, a discussão e o conhecimento. Que possamos mostrar filmes brasileiros e despertar – por que não? – o desejo que também os índios se interessem em fazer seus filmes.

É uma honra e um privilégio ser responsável pela seleção dos filmes do Projeto Cine Kurumin.”

Lula Oliveira – Cineasta e produtor

F i l m e s
10 centavos

Dir.: Cesar Fernando de Oliveira

BRA / 19 min. / 2007 / Ficção / Livre

Boi Aruá

Direção: Chico Liberato

BRA / 1985 / 60 min. / Animação / Livre

Caçadores de Saci

Dir: Sofia Federico

BRA / 13 min. / 2005 / Ficção / Livre

Camila e o Espelho

Dir: Amadeu Alban

BRA / 15 min. / 2010 /Ficção / Livre

Carreto

Dir: Marília Hughes, Cláudio Marques

BRA / 12 min. / 2009 / Ficção / Livre

Doido Lelé

Direção: Ceci Alves

BRA / 2009 / 17 min. / Doc./ Livre

Piruetas

Dir: Haroldo Borges

BRA / 2006 / 14 min. / Ficção / Livre

Show de Horrores

Direção: Ernesto Molinero

BRA / 2009 / 5 min. / Ficção / Livre

Mr Abrakadabra!

Direção.: Araripe Jr.

BRA / 1996 / 15min. / Ficção / Livre

Pachamama

Direção: Eryc Rocha

BRA / 2008 / 105 min. / Livre

Pajerama

Direção: Leonardo Cadeval

BRA / 2008 / 9 min. / Animação / Livre

Profissão Palhaço

Direção: Paula Gomes

BRA / 2009 / 52 min. / Doc / Livre

Trampolim do Forte

Direção: João Rodrigo Mattos

BRA / 2010 / 90 min. / Livre

Kirikou

Dir: Michel Ocelot

FRA / 1998 / 71 min. / Animação / Livre

O f i c i n a s

Realização audiovisual

Oficineiro: Lula Oliveira

Pensar a produção audiovisual como algo acessível e possível de fazer em comunidades indígenas aplicando a prática, a teoria, e as vivências em aldeias, em realizações audiouvisuais com identidade cultural legítima e qualidade técnica para reprodução e distribuição dos conteúdos em redes.

Edição de vídeo

Oficineiro: José Balbino Santana

Apresentação das fases de produção videográfica, planejamento e pré produção, execução e pós produção. Roteiro, linguagem de vídeo, roteiro de edição. Edição e pós-produção.

Experimentação audiovisual digital com montagens, clips, celumetragem, editados como pequenos e leves arquivos de qualidade para circular na rede.

L o c a i s

Aldeia Tupinambá

Oca Comunitária Itapuã

Ilhéus, Olivença, Bahia

Aldeia Pataxó

Escola Indígena Pataxó de Coroa Vermelha

Santa Cruz Cabrália, Bahia

Aldeia Tumbalalá

Comunidade Pambu

Abaré, Bahia

Q u a n d o

28 de janeiro a 22 de fevereiro

Tupinambá – 28 de janeiro a 01 de fevereiro

Pataxó – 05 a 09 de fevereiro

Tumbalalá – 18 a 22 de fevereiro

G r a t u i t o!

F i c h a t é c n i c a

Thaís Brito – Coordenação/Produção

Tiago Tao – Produtor Executivo

Renata Lourenço – Coordenação técnica

Lula Oliveira – Curadoria

Fernanda Castro – Assessoria de Comunicação

Denise Santos – Videomaker

Purki – Fotografia

Ricardo Ruiz – Designer gráfico

Jaborandy Tupinambá – Articulação com as comunidades indígenas

Oficineiros convidados

Lula Oliveira

José Balbino Santana

C o n t a t o s

E-mail: cinekurumin@gmail.com

Thaís Brito – Coordenadora e Idealizadora

taisoueu@gmail.com

71.9278.9778

Fernanda Castro – Assessoria de Comunicação

nandazzen@gmail.com

77.9138.1337

Lula Oliveira – Curador

lula@docdoma.com.br

71.8201-7018

Jaborandy Tupinambá – Articulação nas comunidades

jaborandy.indiosonline@gmail.com

73.91572919

Tagged under:

3 Comments

  • Pingback:Tweets that mention Cine Kurumin – Mostra e Oficinas « Evolução Hip Hop -- Topsy.com

  • ivete leitao Responder

    Olá pessoal!

    Quais os dias que podem ser visto em Salvador? ou será nas aldeias e interior da bahia? Gostaria de ter mais informações, pois tenho interesse de assistir. para mim Atriz, é mt interessante pois faço curso no Projeto cinearte TV e Cinema na UNEB(Cineasta Anderson) e pra nos é muito valia
    Agradeço e estao de parabéns todos do projeto Cine Kurumin.
    abs
    Ivete Leitao

  • herminia Responder

    Por favor respondam-me a mesms pergunta de Ivete,
    Grata, Herminia

Leave a Reply

Your email address will not be published.