Grande encontro de sete divas negras no TCA


Por Suzana Varjão

S
alvador foi escolhida para sediar o lançamento do DVD Mães D’ Água – Yèyé Omó Ejá, que perpetua o encontro inédito de sete grandes intérpretes negras da Música Popular Brasileira, proporcionado pela Fundação Cultural Palmares e pelo Ministério da Cultura. O palco do acontecimento é o do Teatro Castro Alves, em Salvador (Bahia), onde, em 8 de dezembro próximo, às 21h, um grande show irá reconstituir a celebração em homenagem à rainha das águas.


O concerto que originou o DVD foi realizado no Teatro Nacional de Brasília, em agosto último, para celebrar os 22 anos de criação da Fundação Palmares. Sob a regência do maestro Angelo Rafael Fonseca, Daúde, Margareth Menezes, Mart´nália, Luciana Mello, Rosa Marya Colin e Paula Lima executaram um repertório composto por canções que saúdam Iemanjá. Como linha-guia, os sete mais conhecidos arquétipos da iyabá (feminino de orixá) das águas.

ORIGENS – Yèyé significa mãe, em yoruba; yèyé omó ejá 1, mãe cujos filhos são peixes; mãe d´água – ou Iemanjá. Mito africano reverenciado em quase todo o mundo, Iemanjá nasceu negra, mas foi embranquecendo, na esteira do mimetismo dos negros escravizados com a cultura de seus dominadores. Foi para reafirmar as origens desta bela lenda que Zulu Araújo concebeu o concerto, que tem direção geral de Elisio Lopes Jr., direção artística de Fábio Espírito Santo, figurinos de Márcia Ganem e luz de Irma Vidal.

O DVD foi pré-lançado pela TV Brasil, em 20 de novembro último, às 22h, como ponto alto da programação que celebrou o Dia Nacional da Consciência Negra. No lançamento oficial, em Salvador, haverá a reprodução do encontro, com quase todas as divas. Somente Paula Lima não poderá estar presente, e será substituída por Mariene de Castro. No repertório, composições de Dorival Caymmi a Lenine, passando por Vinícius de Moraes, Baden Powell e Candeia, entre muitos outros.

O MITO – Reza a mitologia yoruba que o(a) dono(a) do mar é Olokun – deus masculino em alguns países africanos, feminino em outros. Yemojá (yèyé + omó + ejá) é saudada como odò (rio) ìyá (mãe) pelo povo Egbá (subgrupo dos Yoruba da Nigéria), de onde ambas as divindades são originárias. Mas o mito correu mundo, e Yemojá instalou-se em lagos doces e salgados, enseadas, quebra-mares e junções entre rio e mar, assumindo diferentes formas, etnias, vestes, nomes, temperamentos, poderes.

Numa das mais recorrentes versões da lenda africana, Yemojá é considerada a mãe de todas as divindades yorubas. Nascida da união de Obatalá (o Céu) com Odudua (Terrestre), desposa o irmão, Aganju, com quem tem um filho, Orungã. A representação africana de Édipo apaixona-se pela mãe, que, ao fugir de sua perseguição, cai de costas e morre. Seu corpo dilata-se. Dos grandes seios brotam duas correntes de água, que formam um grande lago; do ventre rompido, nascem os deuses e deusas.

Celebrada em vários países, notadamente nos da Diáspora Africana, Yemojá (Yemojá/ Iemojá) é quase sempre representada como uma divindade branca, sendo chamada, também, de Yemayá (Yemaya) e de Iyemanjá (Yemanjá/Iemanjá), como é mais conhecida no Brasil. Uma das poucas nações que assumem a etnia original da iyabá é Cuba. Na ilha de Fidel, Iemanjá é negra, governa os mares, usa as cores azul e branca, assume o nome cristão de la Virgen de la Regla e é a padroeira dos portos de Havana.

BRASIL – Em nosso País, Iemanjá também é considerada a rainha do mar, mas sua representação simbólica é predominantemente branca. É festejada em vários estados, mas as datas diferem de um para outro. No Rio de Janeiro, por exemplo, o culto ocorre em 31 de dezembro, na passagem de ano, quando os devotos oferecem presentes à iyabá, na esperança de que ela carregue os problemas para o fundo do mar e faça emergirem dias melhores.

Na Bahia, a celebração ocorre em 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Candeias, uma das santas católicas com as quais a divindade africana foi camuflada, para a sobrevivência do culto. Além de Nossa Senhora de Candeias, Iemanjá foi também sincretizada com a Virgem Maria, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Piedade. Entre as oferendas que a vaidosa iyabá mais gosta estão espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes.

O ESPETÁCULO – Reunidas em blocos temáticos, solando ou em duetos, as sete intérpretes negras enfocam, no concerto, a iyabá (o mito, a mulher); e sua morada (os mananciais). Mas o mimetismo entre divas e divindades não é linear, ou óbvio. Está expresso nas canções, nos “climas” visuais (iluminação, figurino, adereços…) e em vídeos, que exibem ritos ligados a Iemanjá e trechos de uma entrevista com uma mãe de santo, filha de Iemanjá.

É um mimetismo, enfim, tão criativo quanto a idéia geral da programação que comemorou os 22 anos de luta em defesa da cultura afro-brasileira. Como se fizesse uso das sete anáguas com as quais a rainha das águas protege seus filhos, a Fundação Cultural Palmares lançou incentivos culturais e interconectou sete capitais brasileiras, formando uma corrente simbólica que expressa a necessidade, o desejo e o empenho em preservar um dos maiores tesouros deste País – seu patrimônio imaterial.

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Serviço
O quê: Show de lançamento do DVD Mães D’ Água – Yèyé Omó Ejá e da edição especial da Revista Palmares

Quando: Dia 08/12/2010

Horário: 21horas

Onde: Teatro Castro Alves (Salvador, Bahia)

Convites: Distribuição gratuita na bilheteria do TCA, dias 06, 07 e 08 (o número é limitado e condicionado à lotação máxima do teatro).

Revista e DVD: Distribuição gratuita, mediante entrega de convite

Endereço: Para 2 de Julho S/N, Campo Grande

Informações: (71) 8201 0123 – (61) 9973 6006

Os arquétipos

1. YEMOYO (Awoyó/ Yemowô/ Iemowô/ Iyemoyo/ Yemuo/ Yá Ori/ Ayio/ Bosá/ Odo).

É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado. Seu fundamento está no ori (representação do inconsciente humano), podendo curar doenças “da cabeça”. Veste verde-claro e suas contas são brancas e em tom cristal. Na África, é a mulher mais velha de Oxalá (criador do homem). Usa os trajes mais ricos e protege-se com sete anáguas para guerrear e defender seus filhos. Vive no mar, repousa na lagoa, come carneiro e, quando passeia, usa as jóias de Olokum (rei dos mares) e coroa-se com Oxumaré (deus do arco-íris).

2. OGUNTÉ (Ogunte).
Sob este nome, é a mulher de Ogum (Ògún Alagbedé / Ogum Alay Bebé), orixá da guerra, e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Veste branco, azul-marinho, branco-cristal, ou verde e branco. Vive nos recifes próximos da praia e é a guardiã de Olokum. Amazona terrível, traz, pendurados na cintura, um facão e outros instrumentos de ferro de Ogum. É severa, rancorosa, violenta. Detesta pato e adora carneiro.

3. YEWA (Ewa/ Euá/ Tuman/ Aynu/ Iewa/ Yemaya Maylewo/ Maleleo/ Maiyelewo).

Yewa é, na verdade, o nome de um rio africano, paralelo ao rio Ògún, freqüentemente confundido, em algumas lendas, com a rainha das águas. E de acordo com essas versões, a iyabá Iemanjá vive no meio do oceano, no lugar de encontro das sete correntes oceânicas. Como Oxum (deusa do amor, da fecundação), tem relação com feitiçarias. É tímida, reservada, e incomoda-se quando alguém toca o rosto de sua iaô (iniciada), retirando-se imediatamente da festa.

4. ASABA (Assabá/ Saba/ Sabá/ Asdgba/ Soba).

Aquela cujo olhar é insustentável. Altiva, rabugenta, voluntariosa e dada a feitiçarias, escuta apenas virando-se de costas ou de perfil. Mulher de Orunmilá (ou Ifá, testemunha do destino), foi por ele expulsa, por ter usado, em sua ausência, seus instrumentos de adivinhação. Usa uma corrente de prata no tornozelo e manca de uma perna, devido a uma luta com Exu (mensageiro dos orixás). Tem afinidade com Nanã (orixá das chuvas), representa o fundo do mar, está sempre fiando algodão e veste branco.

5. YAMASSÊ (Iamassê/ Iya Masemale/ Iamasse/ Akura/ Akurá/ Akuara/ Ataramogba/ Iyáku).
Mãe de Xangô (deus andrógino, senhor do trovão e da justiça) e esposa de Oranian (rei da cidade de Ifé, Nigéria), foi quem cuidou de Oxumaré. Vive nas espumas do mar, cobre-se de lodo e algas marinhas, e, apesar de muito rica, é pouco vaidosa. Adora carneiro e é muito festejada durante as festas consagradas a Xangô. Suas contas são branco-leitosas, com rajadas em vermelho e azul, sendo cultuada nos rituais de cura da mortalidade infantil.

6. OLOSSÁ (Olossa/ Apara).

Olossá nomeia uma lagoa africana, na qual deságuam os rios Yewa e Ògún. E à semelhança do arquétipo Yewa, é associada à iyabá Iemanjá. Nesta versão do mito, a divindade africana vive na água doce, na confluência de dois rios, onde se encontra com sua irmã Oxum. Muito feminina e vaidosa, ela dança alegremente e com bons modos, cuida dos doentes e prepara remédios. Come com Oxum e Nanã. Veste verde-claro e suas contas são branco cristal.

7. YASESSU (Asesu/ Asèssu/ Assessu /Sesu / Sessu /Susure).
Voluntariosa, séria e respeitável, é a mensageira de Olokum. Vive em águas agitadas e sujas; esquece o que se lhe pede e põe-se a contar, meticulosamente, as penas do pato que lhe foi sacrificado. Caso erre os cálculos, recomeça a operação, que se prolonga indefinidamente. Ligada à gestação. Veste branco e verde-água e suas contas são em branco-cristal.

As divas

1. ALAÍDE COSTA

Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide é uma das grandes referências da Bossa Nova, por sua contribuição, como intérprete, para a definição do gênero musical, quando de seu surgimento, em 1957. Nascida no Rio de Janeiro, em 1935, consagrou-se, em 1964, com Onde está você, de Oscar Castro Neves e Lucevercy Fiorini. Seu canto incomparavelmente suave embalou o romance de muitos casais. Tem quinze discos gravados e cinqüenta anos de carreira, salpicada de prêmios e homenagens internacionais.


Contato:
Nelson Valencia
Tel.: (11) 3451-7764 / 9913-5410
nvalenci@uol.com.br

2. DAÚDE

Uma das expressões mais evidentes de nossa herança musical africana, Daúde começou a carreira cantando em casas noturnas e peças teatrais, onde desenvolveu sua forte presença de palco. Nascida em Salvador, aos 11 anos de idade mudou-se para o Rio de Janeiro, onde vive. Passeia, sem sobressaltos, por vários estilos musicais – do samba ao rap, do jongo à MPB. Já com o primeiro disco, de 1995, conquistou o público e a crítica especializada, ganhando os prestigiosos prêmios Sharp de Música e APCA (Associação dos Críticos de Arte de São Paulo).


Contato:
Tel: (11) 3079-4399
falecomdaude@uol.com.br – andre@babelproducoes.com.br


3. LUCIANA MELLO

Aos 31 anos de idade, a paulista Luciana Mello é considerada uma das grandes intérpretes da MPB, surpreendendo pela espontaneidade nos palcos. Começou a cantar e gravar aos seis anos de idade, ao lado do pai, Jair Rodrigues, com quem fez um célebre dueto no disco Dois na bossa, gravado por Jair e Elis na década de 60. Com cinco discos e vasto repertório, passeia pela black music, pelo samba e pela baladas dançantes que compuseram as trilhas do filme Sexo, amor e traição e da novela Da cor do pecado.


Contato:
Tel: (11) 4612-0711
clo.rodrigues@uol.com.br

4. MARGARETH MENEZES

Cantora, compositora, produtora, atriz e empresária baiana, Margareth Menezes é uma das divas da axé-music, da MPB e do samba-reggae. Com 21 anos de carreira, correu todos os continentes, contabilizando 20 turnês mundiais e 12 álbuns lançados, sendo muito bem acolhida pela imprensa internacional – foi capa do The New York Times, Le Monde e Washington Post, e apelidada de “Aretha Franklin brasileira” pelo Los Angeles Times. Atualmente apoia o (necessário) Movimento Afropopbrasileiro, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares.


Contato:
(71) 3237-0066
assessoria@margarethmenezes.com.br

5. MART´NÁLIA

Além de cantora e compositora, é uma grande percussionista. Seu talento chamou a atenção de Caetano Veloso, que assinou a direção artística do disco Pé de samba, e de Maria Bethânia, que produziu Menino do Rio. Tem dois DVDs e sete CDs gravados, sendo que os três últimos foram lançados em Portugal. Carioca de Vila Isabel, Mart´nália começou a cantar profissionalmente aos 16 anos, com o apoio do pai, Martinho da Vila. Mescla, frequentemente, suas interpretações com humor, arrebatando o público.

Contato:
Márcia Alvarez
(21) 2210-1924
alvarezmarcia@uol.com.br

6. PAULA LIMA

Formada em piano clássico, dona de um swing e de uma potência vocal inigualáveis, a diva negra marcou sua entrada no mundo da música com o grupo Unidade Bop. Já no primeiro disco, É isso aí (2001), conquistou crítica e público. Sinceramente (2006), o terceiro disco da carreira, teve a primeira tiragem esgotada em menos de um mês. É considerada a “menina dos olhos” de Jorge Ben Jor, tendo, no decorrer de sua trajetória, cantado ao lado de ícones da música brasileira, como D. Ivone Lara, Milton Nascimento, Rita Lee e Zélia Duncan.


Contato:

(11) 2183-8383
marcia@agenciaproducao.com.br

7. ROSA MARYA COLIN

Cantora e atriz mineira, Rosa Marya iniciou a carreira musical no Rio de Janeiro, cantando jazz e Bossa Nova, no Beco das Garrafas, local consagrado como ponto de partida do movimento musical que ganhou o Brasil e o mundo. Nos anos 80, conquistou grande popularidade com uma versão cool e despretensiosa de California dreaming, para um comercial de TV. Sua voz potente e grave destacou-se, ainda, na primeira montagem brasileira do musical Hair. Na década de 90, mudou o nome para Rosa Marya Colin, por influência da numerologia.


Contato:
(21) 9604-5942
sioux_213@yahoo.com.br

MARIENE DE CASTRO (CONVIDADA ESPECIAL)

Cantora comprometida com a valorização da cultura popular, que resgata a história de um povo, Mariene de Castro começou a cantar aos 13 anos de idade, mas foi em 1996, quando produtores franceses a convidaram para uma turnê por seu país, que seu talento começou a ser amplamente reconhecido. A sambista interpreta do samba ao samba de roda, da marujada aos ternos de reis, do repente ao ijexá, passando pelo coco, maracatu e ciranda, trazendo-os para sua própria linguagem musical.

Contato:
(71) 3334-7350 / 8604-6909
contato@marienedecastro.com.br

MÚSICAS / AUTORES / INTÉRPRETES

Marabô layô / Ponto de candomblé Ketu / Abertura sinfônica

Caminhos do mar / Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão / Paula Lima

Arrastão / Edu Lobo e Vinícius de Moraes / Paula Lima e Luciana Mello

Gandaia das ondas – Pedra e areia / Lenine e Dudu Falcão / Luciana Mello

Quem vem pra beira do mar / Dorival Caymmi / Alaíde Costa

Canto de Yemanjá / Baden Powell e Vinícius de Moraes / Alaíde Costa e Rosa Marya Colin

Conto de areia / Romildo S. Bastos e Toninho Nascimento / Rosa Marya Colin

Rainha do mar / Dorival Caymmi / Margareth Menezes e Mart´nália

Na beira do mar / Os Ticoãns / Margareth Menezes

O mar serenou / Candeia / Mart´nália

Agradecer e abraçar / Vevé Calazans / Daúde

Lenda das sereias / Vicente, Dionel e Veloso / Todas as intérpretes

Dois de fevereiro / Dorival Caymmi / Todas as intérpretes

FICHA TÉCNICA DO CONCERTO

Concepção

Zulu Araújo

Direção artística

Fábio Espírito Santo

Direção musical e regência

Maestro Angelo Rafael Fonseca

Coordenação geral

Elisio Lopes Jr.

Roteiro

Fábio Espírito Santo e Angelo Rafael Fonseca

Arranjos

Ataualba Meirelles (músicas 2, 3,4 e 7); Bira Marques (músicas 8, 9 e 10); Gerson Silva (música 6); Leandro Braga (músicas 1, 11, 12 e 13) e Pedro Augusto Dias (música 5)

Banda

Guitarra e violão: Gerson Silva. Teclado: Jelber Oliveira. Contrabaixo: Erick Firmino. Baterista:Tito Oliveira. Percussão: Iuri Passos e Elbermário

Orquestra

Violinos 1: Thiago Cavalcanti (Spalla); Carolina Frederico; Igor Macarini; Daniel Cunha; Liliana Gayoso; Simone Mesquita e Diogo Brito. Violinos 2: Leonidas Caceres; Cristiane da Costa. Esther Chung; Victor Obando; Juliana Barros; Fabianne Gotelipe e Vera Thomé. Violas: Daniel Marques; Jairo Diniz; Marie de Novion; Antônio Fábio Pereira; Fernanda Pavan e Jaqueline Martins. Violoncelos: David Gardner; Augusto Guerra Vicente; Sandra Vargas e Priscila Jota.Contrabaixos: Manoela Alves e Daniel Abreu. Flautas: Ariadne Paixão e Luciana Morato.Oboés: José Medeiros (Bobó) e Ana Clara Andrade. Clarinetas: Marcos Cohen e Hugo Macêdo. Fagotes: Gustavo Koberstein e Rodrigo Hoffmann. Saxofone: Bruno Medina.Trompas: Anderson Sabino e Tássio Vieira. Trompetes: Nilson Carvalho e Westonny Rodrigues. Trombones: Marcos Wander e Adil Silva. Percussão: Marcelo Riela; Fábio Oliveira e Carlos Tort.. Oboés: José Medeiros (Bobó) e Ana Clara Andrade

Depoimento

Mãe Railda

Concepção e operação de luz

Irma Vidal

Assistente de iluminação

Júnior Fried

Figurino

Márcia Ganem

Assistente de figurino

Luciana Pires

Cenário e projeções

Davi Cavalcanti (Vj Gabiru)

Cenotécnicos

Leonardo Cinelli e Daniel Dinelli

Produção de cenário

Caio Couto

Coordenação da orquestra

Daniel Marques,

Rodie

Cristiano Lisboa

Arquivista da orquestra

Fabianne Gotelipe

Montadores da orquestra

José Nilson e Toró

Direção de produção

Dora Dias, André Araújo e

Lucia Helena Martins

Produção

Impacto Eventos

Equipe de produção da Palmares

Edcleide Honório, Bruno Oliveira,

Conceição Barbosa, Raquel Chaves

Newton Guimarães e Jacqueline Freitas

Coordenação de comunicação

Suzana Varjão

Designers gráficos

Alessandro Naves Resck

Daniel Cabral

FICHA TÉCNICA DO DVD

Direção

Sofia Federico

Direção de fotografia

Paulo Alcântara

Edição e coordenação técnica

Kico Povoas

Assistente de direção

João Rodrigo Mattos

Diretor de produção

Anderson Rosemberg (Aldente Produções)

Engenheiro de gravação de som

Tadeu Mascarenhas (Casa das Máquinas)

Produção

Docdoma

Sonorização

Marc Systems

Técnico convidado

Beto Corujito

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5 Comments

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  • Ana Clara Responder

    estou muito orgulhosa em pode estar presente a este grande encontro de grandes divas homenageando ha dona das aguas , a final sou filha de iemanja irei ao shou hoje com muito prazer vcs estoa de parabem. meu mone e Ana Clara sou de Cachoeira Ba cidade do recomcavo baiano beijos e xauuuu

  • Jurema Oliveira Palma Responder

    Meus parabéns ao mestre regente Angelo Rafael. O seu brilho é intenso tanto quanto das nossas Divas.
    Um grande abraço de quem te viu menino.
    Te amo!

    Jurema O. Palma

  • Nathalia Responder

    Achei o video no Youtube e adorei!
    Queria saber onde encontro esse DVD para comprar.

    Obrigada e parabéns!

  • acrisio antonio Responder

    Amigos, infelizmente só agora (09.12.2012) descobri esta obra prima e gostaria de adquirir uma cópia
    por favor.
    Acrisio-011-59333603-cel 991371049

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