Mais expressão negra no Carnaval Pipoca

Do Irdeb

O Carnaval Pipoca, programa da Secretaria de Cultura da Bahia, se encerrou no circuito Dodô (Barra-Ondina) com a passagem do trio Sistema de Som Perambulante. Foi um momento diferente: o desfile era o terceiro numa fila de trios sem cordas, fazendo parte de uma leva de atrações para o folião-pipoca. As pessoas iam e voltavam livremente, aproveitando um pouco de cada show. Ainda assim, havia uma tribo cativa acompanhando cada batida do hip-hop e do dub feito por BNegão, MC Daganja e Ministereopúblico.


A base do som que se apresentava é de identidade negra, relacionada a movimentos sociais e lutas de inclusão. Reggae, hip-hop, rap, funk e samba reggae davam o tom para os improvisos do MC Daganja em diálogo com a plateia, construindo aquelas falas rimadas que se assemelham ao repente.A pipoca era firme e participativa e mostrava em gestos e atitude o pertencimento às comunidades que estavam sendo representadas.

O programa Carnaval Pipoca fechou sua segunda edição contemplando mais um grupo da população que busca encontrar na festa as expressões musicais que lhes incluam como foliões.

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