Livro aponta entraves e avanços em políticas para jovens

*Do Ipea

Juventude e Políticas Sociais no Brasil aborda desafios em temas como educação e gravidez precoce

Foto: Sidney Murrieta

Foto: Sidney Murrieta

O Ipea lançou nesta terça-feira, 19, o livro Juventude e Políticas Sociais no Brasil. A obra traz em suas 317 páginas  uma apresentação e profunda análise das políticas públicas voltadas para os jovens. Durante o evento de divulgação da obra, no auditório do Ipea em Brasília, o diretor de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto, Jorge Abrahão de Castro, falou sobre problemas que ainda acometem essa parcela da população.


“O comportamento de risco leva à situação de risco. Podemos citar drogas, violência, más companhias, iniciação sexual precoce, prática sexual desprotegida, evasão escolar e inatividade como problemas”, afirmou Abrahão (foto). Por jovem, entende-se a população entre 15 e 29 anos. Especialista em educação, o diretor do Ipea disse que, nessa área, os resultados não são bons. “Por exemplo, na faixa de 15 a 17 anos, apenas 48% frequentam o ensino médio, sendo que todos deveriam estar no colégio. Na faixa de 18 a 24 anos, só 13% estão no ensino superior.”

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, participou da mesa de divulgação do livro ao lado de Abrahão, do secretário nacional de Juventude, Beto Cury, e da coordenadora do Observatório da Juventude do Distrito Federal e Entorno, Leila Chalub Martins. “As políticas públicas para a juventude chegaram tarde no Brasil. Com a chegada da sociedade urbana e industrial é que a temática ganhou dimensão”, declarou Pochmann. “Com essa publicação e com a experiência brasileira, neste momento temos condição de oferecer ao jovem brasileiro oportunidades muito melhores que no passado.”

Ao comentar a relevância do livro do Ipea, o secretário nacional de Juventude falou sobre medidas adotadas pelo governo para melhorar a qualidade e o alcance da educação para a parcela jovem da população. “Temos tentado fazer uma combinação de políticas públicas estruturantes com programas específicos, se complementando. Por exemplo, ao mesmo tempo em que o governo investe fortemente na ampliação de universidades públicas, mantém o ProUni, que dá bolsa pública em universidades particulares. Dos 600 mil bolsistas, 506 mil são jovens até 29 anos”, explicou.

Leila Chalub ressaltou a importância de que a educação voltada para a juventude seja modernizada. “A faixa de idade da juventude é a mais afeita ao momento tecnológico. No entanto, o processo educacional se nega profundamente a adaptar-se a isso, num conflito de gerações interessante. Essa geração mais antiga se nega ao aprendizado do novo”, destacou a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

Beto Cury também agradeceu ao Ipea pela ajuda na formulação de políticas públicas. “Evidentemente que publicações como essa do Ipea, que apontam imprecisões, avanços e desafios a serem superados, servem de referência para nós que hoje estamos gestores públicos e para aqueles que virão”, afirmou o secretário. O evento de divulgação do livro – organizado por Abrahão, Luseni Maria C. de Aquino e Carla Coelho de Andrade – ocorreu no auditório do Instituto (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, Brasília) e teve transmissão on-line pelos sites www.ipea.gov.br e www.agencia.ipea.gov.br.

Leia a íntegra do livro Juventude e Políticas Sociais no Brasil

Veja a apresentação

 Fonte: Ipea

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